sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Angola/Activos da banca angolana dispararam 50% em 2 anos



12 agosto 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Os activos da banca angolana dispararam quase 50% entre 2010 e 2012, com o BESA a disputar com o BAI a liderança nos activos totais, embora os lucros tenham recuado no último ano.

Segundo dados da PwC divulgados pelo jornal angolano Expansão, os activos totais do sector bancário de Angola subiram de 4.308 mil milhões de kwanzas para 6.301 mil milhões de kwanzas, entre 2010 e 2012.

Enquanto o crédito subiu 1.000 mil milhões de kwanzas no período, os depósitos escalaram quase 1.400 mil milhões de kwanzas.

No ano passado, os lucros totais do sector recuaram de 145 mil milhões de kwanzas para 100 mil milhões de kwanzas, o que é atribuído ao aumento do crédito mal parado, que “obrigou ao reforço de provisões”, tendo passado de 2,4% para 6,8%.

Em termos de activos, em 2012 os principais bancos eram o BAI (1.036 mil milhões de kwanzas) e o cada vez mais próximo BESA (998 mil milhões de kwanzas), bem à frente de BPC, BFA e BIC.

Em termos de lucros, o destaque vai para o BFA, que alcançou no ano passado 21 mil milhões de kwanzas, BAI (17 mil milhões de kwanzas) e BIC (16 mil milhões de kwanzas), o único entre os maiores que conseguiu aumentar o resultado líquido em 2012.

O Expansão revela ainda uma lista dos principais accionistas da banca angolana, em que se destacam nomes como Agostinho Durães Rocha (31% do BANC), António Carlos Sumbula (34% do VTB), Carlos da Silva (18%do BPA), Fernando Teles (20% do BIC), Kundi Paihama (41,5%do BANC).

Entre os accionistas de várias instituições estão António Mosquito, que detém 20% do BCH, 12% do BCGTA e 2,92% do Sol.

Sebastião Bastos Lavrador detém participações de cerca de 5% no BCH e BIC, além de 10,42% do Sol, enquanto Valdomiro Dondo tem 20% do BCH e 6,76% do BNI.
Na lista dos “superbanqueiros” aparece ainda Mário Moreira Palhares, com 28,28% do BNI e 5% do BAI.

A Global Pactum, participada pelo grupo Geocapital, detém 61,01% do BPA e 5% do BMA, enquanto BPA e BMA detêm participações cruzadas, caso único na banca angolana.
O Estado participa directamente em 3 bancos e indirectamente em 9, nomeadamente através da petrolífera Sonangol, a maior empresa de Angola.

Segundo o Expansão, a nova lei cambial para o sector petrolífero vai conduzir a alterações de vulto na banca angolana, incluindo a entrada de grandes bancos estrangeiros, mais fusões e aquisições entre os atuais actores, aumentos de capital e mais concorrência.

Dados da consultora norte-americana Boston Consulting Group indicam que o sector petrolífero angolano movimenta anualmente 73 mil milhões de dólares. Dos quais apenas mil milhões de dólares circulam no sistema financeiro angolano.

O novo regime obriga as petrolíferas a efectuar pagamentos relacionados com a sua actividade através de bancos nacionais e autoriza pagamentos em moeda estrangeira apenas a não residentes.

O governador do banco central, José de Lima Massano, afirmou que “É expectável a dinamização do mercado interbancário, o aparecimento de produtos de protecção de risco cambial, incluindo de negociação de taxas de câmbio futuras, dando-se maior segurança aos agentes económicos, sobretudo os envolvidos em operações de comércio externo ou em fase de investimento com recurso a aquisição e instalação de equipamento ao exterior”.(macauhub)

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